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Vigilância Epidemiológica confirma duas mortes por gripe A em Blumenau

Vigilância Epidemiológica confirma duas mortes por gripe A em Blumenau

Vítimas são um homem de 42 anos e uma mulher de 52

Vigilância Epidemiológica de Blumenau confirmou neste domingo duas mortes por gripe A na cidade entre sexta-feira e sábado — as primeiras em Santa Catarina neste ano. A primeira vítima foi uma mulher de 52 anos, segundo a gerente do órgão, Ivonete dos Santos. Ela teria ficado mais de 20 dias internada na UTI do Hospital Santa Catarina e morreu no início da tarde de sexta.

No sábado à noite foi registrada a outra morte, de um homem de 42 anos, morador do bairro Progresso. Ele também ficou cerca de três semanas em tratamento intensivo, mas na unidade do Hospital Santa Isabel. A última morte por gripe A no município tinha sido registrada em outubro de 2014

Os pacientes, que morreram de insuficiência respiratória, estavam entre os primeiros a apresentar os sintomas da gripe A na cidade. Ambos não faziam parte do grupo de risco e não apresentavam comorbidades, ou seja, não tinham doenças crônicas ou condições prévias associadas à infecção do vírus H1N1. 

Há outros seis casos de gripe A confirmados em Blumenau, além de oito pacientes que estão em observação aguardando o resultado de exames. Dos oito pacientes confirmados, três estão internados em unidades de terapia intensiva, em estado grave, e outros três também estão internados, mas passam bem. A cidade é a que tem mais casos confirmados do vírus em Santa Catarina neste ano. No Estado havia pelo menos 14 casos de pacientes vítimas de Gripe A até a última terça-feira. 

— A nossa principal preocupação agora é que os pacientes são de bairros distintos. Há casos no Garcia, na Velha, no Testo Salto, no Centro. O vírus está em vários pontos da cidade — avalia a gerente da Vigilância Epidemiológica de Blumenau, Ivonete dos Santos. 

Ainda na semana passada Ivonete alertava para a gravidade da situação na cidade, quando o número de infectados pelo vírus H1N1 passou de três para sete, e temia um novo surto.  Ela garante que a melhor prevenção é a vacina, o que deixa a situação mais preocupante: a vacinação contra o vírus começa apenas no dia 30 de abril no Estado. A rede particular em Blumenau também não tem doses disponíveis nesta época do ano. Na falta das doses, o cuidado com a higienização das mãos e a chamada etiqueta da tosse precisa ser intensificado.

O superintendente da Diretoria de Vigilância Epidemiológica ( Dive SC), Fabio Gaudenzi, reforça que todos os subtipos da gripe podem levar a consequências mais graves e, por isso, a importância de tratar precocemente, pois muitos pacientes costumam achar que apenas o H1N1 é o mais grave e podem negligenciar o tratamento dos demais subtipos: 

— Toda gripe tem potencial de se agravar. Na maioria das vezes, não se sabe de início qual é o tipo. O objetivo é tratar todos os casos para evitar que se agravem. 
Quanto mais cedo, menor o risco.

Como o vírus influenza muda a circulação e de intensidade a cada ano, é difícil de erradicar e, por isso, ainda não se sabe por que tantos casos já foram registrados em Santa Catarina mesmo no verão. Especialistas suspeitam que a circulação de pessoas que estiveram em outros países tenha contribuído para o registro precoce da doença neste ano. 

Em 2015, por exemplo, o Estado registrou 16 mortes por H1N1, sendo a primeira delas, de um homem de 57 anos, morador de Videira, registrada somente em maio. 
De acordo com a Dive SC, o pior quadro do vírus em Santa Catarina foi no inverno de 2009, ano em que houve 3.183 casos confirmados e 158 mortes.  

No Brasil, o surto já preocupa. São Paulo, por exemplo, soma pelo menos 38 mortes por complicações causadas pelo vírus influenza. São duas a mais do que todas as mortes registradas no país no ano passado. 

Conforme o último boletim do Ministério da Saúde, de 14 março, mais de 80% dos óbitos foram registrados na região Sudeste. Segundo a Dive SC, estratégias como a vacinação, uso precoce de antiviral específico e tossir de forma adequada contribuem para reduzir o risco de disseminação e infecção do vírus. 

Apesar de a vacina ser uma das principais formas de prevenção, as doses estarão disponíveis apenas no fim de abril. A incidência de casos no começo do ano no país adiantou o calendário e a campanha nacional de imunização contra os vírus influenza A ( H1N1 e H3N2) e influenza B começa a partir do dia 30 de abril. 

A vacinação gratuita da rede pública será disponibilizada aos grupos de risco, em que estão pacientes com doenças crônicas, gestantes, pessoas acima de 60 anos e crianças de seis meses a cinco anos. 

Em 2015, o Estado registrou 16 mortes por H1N1. A primeira delas, de um homem de 57 anos, ocorreu no mês de maio em Videira, no Oeste.

 

Fonte: Jornal de Santa Catarina

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