Crescem os casos de Varíola do Macaco no Brasil

Os casos, de acordo com o mais recente balanço do Ministério da Saúde, já passam de 200. Considerada uma zoonose viral uma zoonose viral (o vírus é transmitido aos seres humanos a partir de animais), a varíola dos macacos é transmitida pelo vírus monkeypox, que pertence ao gênero orthopoxvirus. Com sintomas muito semelhantes aos observados em pacientes com varíola, embora seja clinicamente menos grave, tem o período de incubação comum entre seis a 13 dias, podendo variar de cinco a 21 dias, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, gotículas respiratórias, fluidos corporais e materiais contaminados, como roupas de cama, de banho. Segundo o órgão de saúde, a transmissão de humano para humano está ocorrendo entre pessoas com contato físico próximo com casos sintomáticos.

Os sintomas da varíola dos macacos podem ser: pústulas (bolhas) na pele de forma aguda e inexplicável, dor de cabeça, início de febre acima de 38,5°C, linfonodos inchados, dores musculares e no corpo, dor nas costas, diarréia e fraqueza profunda. É necessário fazer exame para confirmar ou descartar a doença.

A vacinação contra a varíola tradicional é eficaz também para a varíola dos macacos, mas com a erradicação da doença em 1980, as campanhas de vacinação foram interrompidas. Por isso, a OMS explicou que pessoas com 50 anos ou menos podem estar mais suscetíveis ao contágio. A agência trabalha na verificação dos estoques atuais de vacina da varíola para ver se precisam ser atualizados.

A prevenção e o controle dependem da conscientização das comunidades e da educação dos profissionais de saúde para prevenir a infecção e interromper a transmissão.

Fontes: Instituto Butantan, Organização das Nações Unidas (ONU) – Escritório Brasil, ONU News